O papel que o
professor do AEE desempenha na SRM ou em outra instituição é de extrema
relevância para contribuir com a evolução do aluno, principalmente nas
atividades relacionadas à escola, mas, também para o seu desenvolvimento global
o que inclui a sua desenvoltura no ambiente familiar e em outros grupos
sociais. Para que esse atendimento corresponda as necessidades especificas de
cada aluno é essencial que o professor elabore um estudo de caso. Tal recurso
possibilitará para o reconhecimento das dificuldades do aluno que impossibilita
o avanço da sua aprendizagem; a identificação da origem das dificuldades; o seu
desempenho em sala de aula; o relacionamento com outras pessoas e as suas
habilidades evidentes. O apanhado dessa pesquisa norteará o plano do AEE cuja
função é eleger as estratégias para alcançar os objetivos previstos de acordo
com as necessidades observadas no aluno e contribuir para o seu avanço na
aprendizagem assim como para todo o seu desenvolvimento pessoal
Um espaço para se pensar, estudar e socializar ideias sobre a Educação.
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
sábado, 8 de junho de 2013
“A ESCOLA COMUM INCLUSIVA”
O fascículo “A ESCOLA COMUM INCLUSIVA” é
um documento produzido pela Universidade Federal do Ceará, 2010. Objeto de estudo no Curso de Especialização de AEE.
Uma observação interessante que eu faço
inicialmente a respeito desse documento é que ao se apresentar com esse título, ele cria uma
expectativa de que vai tratar exclusivamente da inserção dos alunos com
deficiências na instituição escolar (ideia muito comum para as pessoas
com relação ao tema Inclusão) Porém, ao
tratar desse tema ele surpreende por se referir a inclusão como uma proposta de
uma “escola para todos”, fundamentada em uma “concepção de identidade e
diferenças”. Ou seja, a escola cumprindo definitivamente o seu verdadeiro propósito,
previsto na Constituição Federal, 2008, de educar a todos. Uma educação livre das
práticas que favorecem a exclusão, a elitização ou, ainda, a busca equivocada
por uma homogeneidade.
Ao referir-se ao Atendimento Educacional
Especializado, o texto expõe a ideia de que somos todos diferentes e merecemos
igualdade de oportunidades para mostrar do que somos capazes. Isso diz respeito
a reconhecer o aluno como ser humano, conhecer as suas experiências, as suas
expectativas, as suas dificuldades, as suas deficiências e, principalmente, a
sua potencialidade.
Na minha experiência pessoal, trabalhando
diretamente com as escolas na política de implantação das Salas de Recursos
Multifuncionais, sempre tive a consciência de que sensibilizar os educadores é
primordial e antecede a demonstração da obrigatoriedade do cumprimento das
leis. Encontrei no texto uma fundamentação para essa ideia quando ele diz que: “As
mudanças necessárias não acontecem por acaso e nem por Decreto, mas fazem parte
da vontade política do coletivo da escola, explicitada no seu Projeto Político
Pedagógico – PP, e vividas a partir de uma gestão escolar democrática” (p.10).
Segundo os autores, ao PPP é conferido um
caráter POLÍTICO por tratar-se de uma representação de cidadania em função das
demandas sociais e o seu caráter PEDAGÓGICO está representado na proposta de
organização e sistematização das ações educativas. Este documento deve prever
para o AEE a identificação, elaboração e organização de recursos pedagógicos e
de acessibilidade, objetivando eliminar as barreiras e proporcionar a plena
participação dos alunos, considerando as suas necessidades específicas.
Os autores ressaltam ainda que o termo
INSTITUÍDO é utilizado por Libâneo e outros autores (2003) para referir-se as
leis e documentação que regem e normatizam o processo educativo, ou seja, o
regimento, os documentos da políticas e as normas do sistema. Reconhecendo que a escola não é um espaço
pronto e acabado, quer dizer, que além do INSTITUÍDO há uma construção diária relativa
à organização do tempo e do espaço, executada por todos os protagonistas do
processo de educação. Essa construção é denominada INSTITUINTE. Tal constatação
de que a escola é construída diariamente leva a compreensão de que o PPP não
pode ser considerado um documento estático, burocrático, acabado.
Considero que esse fascículo representa
uma importante ferramenta capaz de suscitar no interior da escola uma discussão
relevante a respeito do Projeto Político Pedagógico, quando ele propõe, por
exemplo, a compreensão de que o PPP é responsável por representar como a escola
pensa e organiza o seu currículo para definir qual a educação que pretende oferecer,
qual tipo de cidadão pretende construir e para qual sociedade.
terça-feira, 4 de junho de 2013
NOSSO 3º ENCONTRO DO CURSO DE AEE
Como os anteriores, foi ótimo. Muito proveitoso para enriquecer os nossos conhecimentos e tirar as dúvidas. Sabe o que eu mais gosto nesses encontros? Da interação da turma.
Hoje particularmente foi muito engraçada a situação provocada pela dinâmica que a nossa tutora Ana Lúcia levou.
Ao distribuir os chocolates com os nomes das pessoas ela esperou que a gente identificasse os colegas. Entre os mais desorientados estava eu, que tenho uma "deficiência" para memorizar nomes.
Primeiro eu tentei trocar o nome com a minha amiga do lado que havia tirado um nome de homem e como só temos dois na sala, era fácil demais; ela olhou o meu cartão e se negou a trocar. Daí, eu só vi uma saída: Segui tentando abraçar uma por uma chamando entusiasmada pelo nome, para ver se a minha amiga surgia: - JOSEFAAAA!
Primeiro eu tentei trocar o nome com a minha amiga do lado que havia tirado um nome de homem e como só temos dois na sala, era fácil demais; ela olhou o meu cartão e se negou a trocar. Daí, eu só vi uma saída: Segui tentando abraçar uma por uma chamando entusiasmada pelo nome, para ver se a minha amiga surgia: - JOSEFAAAA!
Uma a uma foram respondendo negativamente e todo mundo dando muitas risadas. Quando já estava no final de todo o percurso da roda, eu já quase acreditando que não existia ninguém com esse nome no grupo, descobri que JOSEFA era a amiga que estava do meu lado e que se havia negado a fazer a troca comigo dos cartões.
Agora que todo mundo conhece essa minha dificuldade fica mais fácil de me perdoar quando eu não lembrar o nome. Mas eu juro que me esforço muito para superar isso e que, embora não guardando os nomes eu guardo cada um e cada uma na minha memória para sempre com muito carinho e onde a gente se encontrar futuramente ressurgirá a mesma afeição que construímos nesse momento.
Adoro a minha turma! *-*
Fonte da imagem:
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjBXBVxHDGOX7e4NaECYBp-FH6bkBf0ZvESOHydmdKS8fqpMDs-yyREOKL7hqukM5NxhdX7M6alk6fwxJ8vtDCs9NCNynZPed6-fOlFmhSBtHbpaizCgpSzEEgoHxUvJ6Tg7oZad4ltLWLq/s1600/Esquecimento+c%25C3%25B3pia.jpg
terça-feira, 28 de maio de 2013
"TOCANDO O CÉU...'
Eu assisti a esse vídeo por ocasião de um curso oferecido aos Coordenadores Pedagógicos pela SUESP. Resolvi compartilhar porque achei lindo e considero realmente uma lição de vida. Prefiro não antecipar mais detalhes aqui, mas, tenho certeza de que irão se encantar com a história. Vão até a página de vídeos, do Blog. Quero saber o que acharam depois.
quarta-feira, 22 de maio de 2013
COMENTÁRIOS DE DOIS VÍDEOS SOBRE O USO DAS TECNOLOGIAS
1º) O vídeo, intitulado
“Help Desk na Idade Média” tem a curta duração 2min39seg e consegue
trazer de forma cômica uma reflexão sobre as dificuldades que a humanidade
enfrenta a cada nova tecnologia inventada. A cena dos dois personagens
aprendendo a lidar com o a novidade do livro que substitui o pergaminho é uma
referência a nossa dificuldade com o computador e com a internet. É muito
engraçado e muito bom.
2º) O vídeo é uma espécie de documentário que mostra todo
o dinamismo do uso da internet. Desta forma, o próprio vídeo é muito dinâmico,
cheio de imagens e informações rápidas que demostram a “Etnografia Digital”, ou
seja, como ocorre a escrita na internet, as técnicas chamadas Html e , a mais
nova, Xtml. O vídeo convoca para uma reflexão de que todos nós fazemos a
internet. Ele diz: “A máquina somos nós” e afirma que a Web não liga somente
informações, a web 2.0 liga pessoas.
OBSERVAÇÃO:
Os dois vídeos comentados acima encontram-se neste Blog na página de vídeos.
UM CONVITE ATRATIVO A UM DIÁLOGO - “EDUCAÇÃO INCLUSIVA: DO QUE ESTAMOS FALANDO?“
Durante esta
pesquisa, confesso que a escolha do texto foi influenciada primeiramente pelo
seu título bastante sugestivo a um diálogo sobre o tema, “Educação Inclusiva:
do que estamos falando?“.
O nome da
autora do artigo é Rosita Edler
Carvalho. Percebi que acertei na escolha. O texto traz um linguajar simples,
trata-se mesmo de um diálogo com o leitor a respeito da política de Inclusão
nas escolas.
Tem um momento
interessante onde a autora cita outo autor, o Professor Plai sance (2004,p. 5)
sobre um aspecto observado por ele, relativo a inclusão. Ela descreve como
“apelos sentimentais em prol da inclusão...”.
Aqui, a autora faz uma alerta para a necessidade real que isso implica,
ou seja, de consideras as “condições concretas” em que trabalham esses
professores que irão receber os alunos e, também, para a conscientização das influências que o modelo econômico implantados pelas
políticas públicas imprimem na educação.
Ela trata o
processo de inclusão como uma dinâmica que vai para além da decisão
simplesmente de aceitar ou não aceitar os alunos na escola, aqui com uma
ressalva, quando ela fala de inclusão não trata somente de alunos com
necessidades educacionais especiais, mas de todos realmente, chama atenção
sobre a forma como a escola se prepara para receber esses alunos, refere-se ao
dever político de oferecer uma educação verdadeiramente de qualidade.
Tenho certeza
de que irão gostar dessa leitura e apreender sob uma nova ótica esta tema tão
presente na nossa prática educativa atual.
Link do site
comentado:
AS CONQUISTAS E DIFICULDADES EM SER UM ALUNO A DISTÂNCIA Ivana Maria de Lucena Silva – Natal/RN – 24/04/2013
Que belo texto reflexivo esse de José Manuel Moran
(2002): O que é um bom curso a distância?. Se eu tivesse que destacar dois momentos dessa leitura como síntese da
mesma eu destacaria esses dois trechos:
“... um bom curso é aquele que nos empolga, nos surpreende, nos
faz pensar, nos envolve ativamente, traz contribuições significativas e nos põe
em contato com pessoas, experiências e idéias interessantes.”
“Um bom curso é aquele que nos entristece quando está terminando e
nos motiva para encontrarmos formas de manter os vínculos criados.”
Eu diria que os textos acima expressam a nossa expectativa com
relação a um curso, não somente os modelos à distância, mas em todo
empreendimento educacional a que nos dispomos participar como aluno.
Tratando em particular, da reflexão relativa às conquistas e
dificuldades possíveis no curso à distância eu diria que concordo com
Moran(2003), quando nesse outro texto, CONTRIBUIÇÕES PARA UMA PEDAGOGIA DA EDUCAÇÃO ON-LINE, ele destaca o peso do “modelo cultural e
burocrático predominante nas organizações educacionais” diante da
possibilidade, ou “necessidade”, de
experiências inovadoras. É preciso, antes de tudo, estarmos abertos para
experimentar novas estratégias, não somente em relação ao estudo, mas, em se
tratando como em nosso caso, na formação de educadores, abertos para aplicar os
conhecimentos adquiridos em uma prática também renovada.
Acredito que, impregnados que somos desse modelo fechado de sala
de aula, entre paredes, obedecendo a rotinas e currículos elaborados de cima
para baixo, como também trata o autor, a nossa maior dificuldade no ambiente
online diz respeito exatamente à autodisciplina. Refiro-me mesmo,
primeiramente, ao estabelecimento de uma rotina de estudo diário. Compreendo
também como um dos fatores de dificuldade no curso a distancia a adaptação à
plataforma do curso. Isso, até para os mais experientes em atividades
utilizando o computador e a internet, remete a necessidade de exercitar e
também de buscar tirar duvidas junto aos professores ou nas interações como os
demais alunos, colegas de curso.
Ademais, o que cabe a nós cursistas é garantir o melhor
aproveitamento possível dessa oportunidade que vem a preencher exatamente uma
carência profissional em um modelo de estudo que dá conta de superar os limites
de um curso presencial.
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