quarta-feira, 6 de novembro de 2013

SUGESTÃO DE SITES SOBRE DEFICIÊNCIA VISUAL


Visitei alguns sites relacionados ao tema "Baixa Visão" ou "Deficiência Visual" e destaquei entre eles um que achei muito interessante: FILMESQUEVOAM.COM.BR 

Trata-se de um site que sugere vídeos com recursos de áudio-descrição. É uma excelente alternativa para fonte de pesquisa de recursos para o professor trabalhar em sala de aula, com todos os alunos e, logicamente, com os alunos com deficiência visual, principalmente. 

Escolhi entre os vídeos um filme que narra um poema sobre um girassol. 

Tentei uma experiência diferente para assistir ao vídeo, fechei meus olhos e deixei-me conduzir pelas descrições dos narradores, permitindo construir em minha memória as imagens e cenas, conforme compreendo hoje, a partir dos estudos, que os fazem as pessoas cegas.

Por vários momentos sobreveio uma necessidade de abrir os olhos mas eu me contive e, finalmente, quando o vídeo acabou, resolvi assisti-lo novamente para comparar a experiência, não foi minha surpresa constatar que as imagens que eu via agora apresentavam algumas diferenças das imagens criadas em minha mente ouvindo apenas a áudio-descrição. 

Todavia, o que mais me chamou atenção nessa experiência foi a cena em que o girassol fica preso na escuridão da caixa com somente um feixe de luz entrando. Com os olhos fechados eu percebia a cena como se estivesse no lugar do girassol, estava na completa escuridão e enxergava apenas um pouco da luz que entrava pelo buraquinho da caixa, conforme falava o narrador. 

Assistindo novamente com os olhos abertos, já não me colocava com tanto enfase no lugar do girassol, passei para o lugar de observador e vi que não se tratava de uma imagem na escuridão, mas, o filme mostrava com clareza as imagens do girassol dentro da caixa perdendo as suas pétalas por causa da falta do sol. 

O que eu pude perceber nessa experiencia foi que a "cegueira" que eu me permiti ter momentaneamente fez com que eu me despertasse para um outro nível de percepção mais sensível, mas receptiva as emoções de me colocar no lugar do outro. 

Não sei exatamente se isso tem alguma explicação científica ou didática, sei apenas que foi uma experiência interessante para mim, como tem sido toda a aprendizagem que venho tendo através do Curso de Especialização de AEE  no módulo sobre Deficiência Visual: Baixa Visão e Cegueira.

Foi interessante também perceber com esse site e principalmente com outros como o http://www.blogdaaudiodescricao.com.br  que existe uma luta muito grande por parte das pessoas com deficiência visual para conseguir nos meios de comunicação espaço para a audio-descrição. 

Penso que essa luta deve ser de todos a partir do momento em que os conhecimentos a respeito da Deficiência Visual desperta a nossa consciência a respeito das necessidades e dos direitos dessas pessoas á inclusão social.

O site VER COM PALAVRAS relata bem a importância da áudio-discrição para quem não está vendo a imagem ou a cena.

domingo, 20 de outubro de 2013

INCLUINDO O ALUNO COM DEFICIENCIA INTELECTUAL (DI) NAS BRINCADEIRAS

Através dos jogos e brincadeiras a criança com deficiência intelectual pode desenvolver a imaginação, o autocontrole, a autoestima, a socialização, além da evolução dos aspectos cognitivos e motores.

Brincando a criança interage com os outros e com os objetos ao seu redor.  Interações que, segundo Vigotisky, é imprescindível para o desenvolvimento de todo ser humano.

Compreendemos a partir das leituras oferecidas no curso e com os conhecimentos concretizados nas trocas de experiências no grupo que não há nenhuma diferença entre o processo de desenvolvimento de um aluno com DI e os demais alunos ditos "normais", preservadas as suas peculiaridades e seu ritmo próprio.

Assim, é importante que o professor de AEE, na função de orientar o professor de sala comum para trabalhar com esse aluno, apresente sugestões de jogos onde o aluno com DI seja estimulado a interagir com o grupo e desenvolva as suas capacidades cognitivas e motoras nesses instantes, de forma prazerosa.

A exemplo disso podemos sugerir algumas brincadeiras que podem ser resgatadas da nossa cultura, como: “passa anel”; “coelho na toca”; "roda"; “esconde-esconde”, etc.

São brincadeira que além da ludicidade e da socialização permite a criança com DI elaborar estratégias de ação, observar e compreender as regras e trabalhar coordenadamente o corpo para obter mais agilidade.


A intervenção do professor ocorre nos momentos de orientação das regras e maneiras ideais de convivências no grupo, respeitando os limites e ritmos; incentivando a cooperação entre eles.

domingo, 8 de setembro de 2013

VOCALIZADOR - RECURSO DE TECNOLOGIA ASSISTIVA

O termoTecnologia Assistiva foi criado para designar os Recursos e Serviços que contribuem para oferecer ou ampliar habilidades funcionais de pessoas com deficiência com o objetivo de proporcionar a sua autonomia e promover a  sua inclusão as atividades sociais.

Um exemplo de um recurso de tecnologia Assistiva é o Vocalizador. Trata-se de um recurso eletrônico de gravação/produção que é utilizado para ajudar as pessoas na comunicação do dia-a-dia  para expressar necessidades; sentimentos e vontades. A pessoa pressiona a imagem, que pode ser acompanhada de um texto objetivo e emite uma mensagem sonora gravada.

Os vocalizadores variam, alguns deles podem apresentar, por exemplo, apenas as mensagens SIM e NÃO e outros disponibilizam mensagens mais complexas.


Abaixo imagens de dois vocalizadores:


quarta-feira, 14 de agosto de 2013

A IMPORTÂNCIA DO AEE



O papel que o professor do AEE desempenha na SRM ou em outra instituição é de extrema relevância para contribuir com a evolução do aluno, principalmente nas atividades relacionadas à escola, mas, também para o seu desenvolvimento global o que inclui a sua desenvoltura no ambiente familiar e em outros grupos sociais. Para que esse atendimento corresponda as necessidades especificas de cada aluno é essencial que o professor elabore um estudo de caso. Tal recurso possibilitará para o reconhecimento das dificuldades do aluno que impossibilita o avanço da sua aprendizagem; a identificação da origem das dificuldades; o seu desempenho em sala de aula; o relacionamento com outras pessoas e as suas habilidades evidentes. O apanhado dessa pesquisa norteará o plano do AEE cuja função é eleger as estratégias para alcançar os objetivos previstos de acordo com as necessidades observadas no aluno e contribuir para o seu avanço na aprendizagem assim como para todo o seu desenvolvimento pessoal

sábado, 8 de junho de 2013

“A ESCOLA COMUM INCLUSIVA”



O fascículo “A ESCOLA COMUM INCLUSIVA” é um documento produzido pela Universidade Federal do Ceará, 2010. Objeto de estudo no Curso de Especialização de AEE.
 
Uma observação interessante que eu faço inicialmente a respeito desse documento é que ao se apresentar com esse título, ele cria uma expectativa de que vai tratar exclusivamente da inserção dos alunos com deficiências na instituição escolar  (ideia muito comum para as pessoas com relação ao tema Inclusão)  Porém, ao tratar desse tema ele surpreende por se referir a inclusão como uma proposta de uma “escola para todos”, fundamentada em uma “concepção de identidade e diferenças”. Ou seja, a escola cumprindo definitivamente o seu verdadeiro propósito, previsto na Constituição Federal, 2008, de educar a todos. Uma educação livre das práticas que favorecem a exclusão, a elitização ou, ainda, a busca equivocada por uma homogeneidade.

Ao referir-se ao Atendimento Educacional Especializado, o texto expõe a ideia de que somos todos diferentes e merecemos igualdade de oportunidades para mostrar do que somos capazes. Isso diz respeito a reconhecer o aluno como ser humano, conhecer as suas experiências, as suas expectativas, as suas dificuldades, as suas deficiências e, principalmente, a sua potencialidade.

Na minha experiência pessoal, trabalhando diretamente com as escolas na política de implantação das Salas de Recursos Multifuncionais, sempre tive a consciência de que sensibilizar os educadores é primordial e antecede a demonstração da obrigatoriedade do cumprimento das leis. Encontrei no texto uma fundamentação para essa ideia quando ele diz que: “As mudanças necessárias não acontecem por acaso e nem por Decreto, mas fazem parte da vontade política do coletivo da escola, explicitada no seu Projeto Político Pedagógico – PP, e vividas a partir de uma gestão escolar democrática” (p.10).

Segundo os autores, ao PPP é conferido um caráter POLÍTICO por tratar-se de uma representação de cidadania em função das demandas sociais e o seu caráter PEDAGÓGICO está representado na proposta de organização e sistematização das ações educativas. Este documento deve prever para o AEE a identificação, elaboração e organização de recursos pedagógicos e de acessibilidade, objetivando eliminar as barreiras e proporcionar a plena participação dos alunos, considerando as suas necessidades específicas.

Os autores ressaltam ainda que o termo INSTITUÍDO é utilizado por Libâneo e outros autores (2003) para referir-se as leis e documentação que regem e normatizam o processo educativo, ou seja, o regimento, os documentos da políticas e as normas do sistema.  Reconhecendo que a escola não é um espaço pronto e acabado, quer dizer, que além do INSTITUÍDO há uma construção diária relativa à organização do tempo e do espaço, executada por todos os protagonistas do processo de educação. Essa construção é denominada INSTITUINTE. Tal constatação de que a escola é construída diariamente leva a compreensão de que o PPP não pode ser considerado um documento estático, burocrático, acabado.

Considero que esse fascículo representa uma importante ferramenta capaz de suscitar no interior da escola uma discussão relevante a respeito do Projeto Político Pedagógico, quando ele propõe, por exemplo, a compreensão de que o PPP é responsável por representar como a escola pensa e organiza o seu currículo para definir qual a educação que pretende oferecer, qual tipo de cidadão pretende construir e para qual sociedade.

terça-feira, 4 de junho de 2013

NOSSO 3º ENCONTRO DO CURSO DE AEE

Como os anteriores, foi ótimo. Muito proveitoso para enriquecer os nossos conhecimentos e tirar as dúvidas. Sabe o que eu mais gosto nesses encontros? Da interação da turma. 

Hoje particularmente foi muito engraçada a situação provocada pela dinâmica que a nossa tutora Ana Lúcia levou. 

Ao distribuir os chocolates com os nomes das pessoas ela esperou que a gente identificasse os colegas. Entre os mais desorientados estava eu, que tenho uma "deficiência" para memorizar nomes.

Primeiro eu tentei trocar o nome com a minha amiga do lado que havia tirado um nome de homem e como só temos dois na sala, era fácil demais; ela olhou o meu cartão e se negou a trocar. Daí, eu só vi uma saída: Segui tentando abraçar uma por uma chamando entusiasmada pelo nome, para ver se a minha amiga surgia: - JOSEFAAAA! 

Uma a uma foram respondendo negativamente e todo mundo dando muitas risadas. Quando já estava no final de todo o percurso da roda,  eu já quase acreditando que não existia ninguém com esse nome no grupo, descobri que JOSEFA era a amiga que estava do meu lado e que se havia negado a fazer a troca comigo dos cartões.

Agora que todo mundo conhece essa minha dificuldade fica mais fácil de me perdoar quando eu não lembrar o nome. Mas eu juro que me esforço muito para superar isso e que, embora não guardando os nomes eu guardo cada um e cada uma na minha memória para sempre com muito carinho e onde a gente se encontrar futuramente ressurgirá a mesma afeição que construímos nesse momento.

Adoro a minha turma! *-*

Fonte da imagem: 
http://1.bp.blogspot.com/-9VBA2kQ5l9k/TehKykPkZxI/AAAAAAAACTw/Lg8txdQTFkk/s1600/Esquecimento+c%25C3%25B3pia.jpg

terça-feira, 28 de maio de 2013

"TOCANDO O CÉU...'

Eu assisti a esse vídeo por ocasião de um curso oferecido aos Coordenadores Pedagógicos pela SUESP. Resolvi compartilhar porque achei lindo e considero realmente uma lição de vida. Prefiro não antecipar mais detalhes aqui, mas, tenho certeza de que irão se encantar com a história. Vão até a página de vídeos, do Blog. Quero saber o que acharam depois. 

quarta-feira, 22 de maio de 2013

COMENTÁRIOS DE DOIS VÍDEOS SOBRE O USO DAS TECNOLOGIAS



1º) O vídeo, intitulado  “Help Desk na Idade Média” tem a curta duração 2min39seg e consegue trazer de forma cômica uma reflexão sobre as dificuldades que a humanidade enfrenta a cada nova tecnologia inventada. A cena dos dois personagens aprendendo a lidar com o a novidade do livro que substitui o pergaminho é uma referência a nossa dificuldade com o computador e com a internet. É muito engraçado e muito bom.

2º) O vídeo é uma espécie de documentário que mostra todo o dinamismo do uso da internet. Desta forma, o próprio vídeo é muito dinâmico, cheio de imagens e informações rápidas que demostram a “Etnografia Digital”, ou seja, como ocorre a escrita na internet, as técnicas chamadas Html e , a mais nova, Xtml. O vídeo convoca para uma reflexão de que todos nós fazemos a internet. Ele diz: “A máquina somos nós” e afirma que a Web não liga somente informações, a web 2.0 liga pessoas. 

OBSERVAÇÃO:
Os dois vídeos comentados acima encontram-se neste Blog na página de vídeos.

UM CONVITE ATRATIVO A UM DIÁLOGO - “EDUCAÇÃO INCLUSIVA: DO QUE ESTAMOS FALANDO?“



Durante esta pesquisa, confesso que a escolha do texto foi influenciada primeiramente pelo seu título bastante sugestivo a um diálogo sobre o tema, “Educação Inclusiva: do que estamos falando?“. 
O nome da autora do artigo é  Rosita Edler Carvalho. Percebi que acertei na escolha. O texto traz um linguajar simples, trata-se mesmo de um diálogo com o leitor a respeito da política de Inclusão nas escolas.
Tem um momento interessante onde a autora cita outo autor, o Professor Plai sance (2004,p. 5) sobre um aspecto observado por ele, relativo a inclusão. Ela descreve como “apelos sentimentais em prol da inclusão...”.  Aqui, a autora faz uma alerta para a necessidade real que isso implica, ou seja, de consideras as “condições concretas” em que trabalham esses professores que irão receber os alunos e, também,  para a conscientização das influências  que o modelo econômico implantados pelas políticas públicas imprimem na educação. 
Ela trata o processo de inclusão como uma dinâmica que vai para além da decisão simplesmente de aceitar ou não aceitar os alunos na escola, aqui com uma ressalva, quando ela fala de inclusão não trata somente de alunos com necessidades educacionais especiais, mas de todos realmente, chama atenção sobre a forma como a escola se prepara para receber esses alunos, refere-se ao dever político de oferecer uma educação verdadeiramente de qualidade.
Tenho certeza de que irão gostar dessa leitura e apreender sob uma nova ótica esta tema tão presente na nossa prática educativa atual.
Link do site comentado:

AS CONQUISTAS E DIFICULDADES EM SER UM ALUNO A DISTÂNCIA Ivana Maria de Lucena Silva – Natal/RN – 24/04/2013




Que belo texto reflexivo esse de José Manuel Moran (2002): O que é um bom curso a distância?. Se eu tivesse que destacar dois momentos dessa leitura como síntese da mesma eu destacaria esses dois trechos:
“... um bom curso é aquele que nos empolga, nos surpreende, nos faz pensar, nos envolve ativamente, traz contribuições significativas e nos põe em contato com pessoas, experiências e idéias interessantes.”
“Um bom curso é aquele que nos entristece quando está terminando e nos motiva para encontrarmos formas de manter os vínculos criados.”
Eu diria que os textos acima expressam a nossa expectativa com relação a um curso, não somente os modelos à distância, mas em todo empreendimento educacional a que nos dispomos participar como aluno.
Tratando em particular, da reflexão relativa às conquistas e dificuldades possíveis no curso à distância eu diria que concordo com Moran(2003), quando nesse outro texto, CONTRIBUIÇÕES PARA UMA PEDAGOGIA DA EDUCAÇÃO ON-LINE,  ele destaca o peso do “modelo cultural e burocrático predominante nas organizações educacionais” diante da possibilidade, ou “necessidade”,  de experiências inovadoras. É preciso, antes de tudo, estarmos abertos para experimentar novas estratégias, não somente em relação ao estudo, mas, em se tratando como em nosso caso, na formação de educadores, abertos para aplicar os conhecimentos adquiridos em uma prática também renovada.
Acredito que, impregnados que somos desse modelo fechado de sala de aula, entre paredes, obedecendo a rotinas e currículos elaborados de cima para baixo, como também trata o autor, a nossa maior dificuldade no ambiente online diz respeito exatamente à autodisciplina. Refiro-me mesmo, primeiramente, ao estabelecimento de uma rotina de estudo diário. Compreendo também como um dos fatores de dificuldade no curso a distancia a adaptação à plataforma do curso. Isso, até para os mais experientes em atividades utilizando o computador e a internet, remete a necessidade de exercitar e também de buscar tirar duvidas junto aos professores ou nas interações como os demais alunos, colegas de curso.
Ademais, o que cabe a nós cursistas é garantir o melhor aproveitamento possível dessa oportunidade que vem a preencher exatamente uma carência profissional em um modelo de estudo que dá conta de superar os limites de um curso presencial.